Estudo conduzido pelo professor da Faculdade de Saúde Pública Rui Laurenti, derruba mito das milhares de mortes em decorrência do aborto.
No dia 31 de maio de 2006 o Estadão publicou reportagem sobre um trabalho “conduzido pelo professor da Faculdade de Saúde Pública Rui Laurenti e financiado pelo Ministério da Saúde”.
http://www.estadao.com.br/saude/noticias/materias/2006/mai/31/68.htm
http://www.noolhar.com/opovo/brasil/600276.html
O trabalho apresentado pelo Dr. Laurenti - “Estudo de mortalidade de mulheres de 10 a 49 anos, com ênfase na mortalidade materna” – desmascara um dos principais argumentos utilizado pelos defensores da descriminalização do aborto: a legalização do aborto acabaria com milhares de mortes maternas ocasionadas por abortos clandestinos. (Parte do estudo foi publicado na Revista Brasileira de Epidemiologia, em 2004)
http://www.scielo.br/pdf/rbepid/v7n4/08.pdf
A pesquisa aponta o derrame – acidente vascular cerebral - como a principal causa de morte de mulheres em idade fértil. “O relatório apresentado por Laurenti ontem mostra que mortes causadas durante e após o parto não figuram entre as dez primeiras causas”, conforme o Estadão
Diz o professor Laurenti: "Pelas nossas contas, a taxa (de mortes maternas) é de 54 por 100 mil nascidos vivos. É um número alto, muito ruim, porque a maioria poderia ser evitada. Mas está bem distante da tragédia apontada pela OMS".
O parágrafo mais interessante da reportagem vem a seguir:
Outro mito derrubado foi o número de mortes ocorridas em decorrência do aborto. "Este é outro problema grave, sem dúvida. Mas as mortes estão longe das 500 mil anuais que algumas pessoas insistem em dizer. Se o número fosse real, a população feminina estaria extinta”.
Para entender melhor a questão
O mito das mortes em decorrência do aborto já havia sido desfeito por artigo assinado pelo jurista Paulo Silveira Martins Leão Júnior e pelos médicos Herbert Praxedes e Dernival da Silva Brandão.
O artigo de 09/08/05, intitulado “Aborto: argumentos e números inconsistentes” e publicado em Zenit, diz que:
http://www.zenit.org/portuguese/visualizza.phtml?sid=76265
“Um dos pilares da campanha abortista, é que o aborto provocado praticado fora da lei, o seria em condições precárias e importaria em morte de muitas mulheres, fazendo-se referência a milhares, quando não a dezenas ou centenas de milhares de mortes!”
Em seguida o artigo apresenta os números de mortes em decorrência de gravidezes que terminaram em aborto, segundo o DATASUS. Tal número, para os anos de 1996 a 2003, varia de 115 a 163, portanto muito longe do propalado.
Como referido no artigo “os números de mortes maternas acima, parecem se referir não só a abortos clandestinos provocados, mas também aos demais, como espontâneos e praticados ‘por razões médicas’”.
Na ocasião o DATASUS ainda não oferecia um detalhamento que permitisse verificar, dentre as mortes em decorrência de aborto, quais provinham de abortos provocados. Mas, desde o dia 4 de abril deste ano, conforme o próprio site www.datasus.gov.br “as informações de Mortalidade são apresentadas com um detalhamento bem maior que era feito”.
Desta maneira o boletim Cooperatores Veritatis, com o auxílio de uma médica obstetra, verificou que as mortes que podem ser classificadas como decorrentes de abortos clandestinos provocados são ainda menores, corroborando o que já estava indicado naquele artigo.
Analisando os números do DATASUS
Um primeiro esclarecimento importante de ser feito é o de que quando se fala em ‘morte materna’, quer dizer-se: “a morte de uma mulher durante a gestação ou dentro de um período de 42 dias após o término da gestação, independente da duração ou da localização da gravidez, devido a qualquer causa relacionada com ou agravada pela gravidez ou por medidas em relação a ela”, segundo a OMS. Portanto, morte por ‘gravidez que termina em aborto’ é apenas uma das várias causas de mortes maternas.
Antes de expormos os números do DATASUS, vejamos o que consta no voto da relatora Jandira Feghali ao PL 1135/91, que visa descriminalizar o aborto:
“O aborto é responsável por uma em cada 8 mortes maternas, e o acesso a serviços de aborto seguro poderiam evitar entre 20 e 25% do meio milhão de mortes maternas que ocorrem anualmente nos países em desenvolvimento.”
Além de nenhum destes números corresponderem à realidade – como veremos a seguir –, eles carecem de uma coerência interna. A razão “uma em cada 8” corresponde a uma porcentagem de 12,5%. Mas em seguida a relatora diz que o aborto seguro poderia “evitar entre 20 e 25%” das mortes maternas. Se o aborto corresponde a 12,5% das mortes maternas, como “o acesso a serviços de aborto seguro poderiam evitar entre 20 e 25% de mortes maternas”?
Conforme os dados do DATASUS o número de mortes maternas no Brasil, no período disponível – de 1996 a 2003 – varia de um mínimo de 1520 (no ano de 1996) a 2042 (no ano 2000), apresentando uma média de 1722.
No mesmo período as mortes em decorrência de gravidezes que terminam em aborto variam, como já vimos, de 115 a 163. Mas, destes números é necessário retirarmos os abortos espontâneos e os praticados por ‘razões médicas’, ou seja, aqueles considerados pela relatora do PL como ‘seguros’.
Analisando os dados detalhados do DATASUS, chegamos a uma média de 83 abortos não classificados como espontâneos ou praticados por ‘razões médicas’. Seguem os números ano a ano:
1996: 87 1997: 105 1998: 69 1999: 84 2000: 80 2001: 87 2002: 70 2003: 84
Fazendo a razão entre a média anual de mortes em decorrência de aborto e a média anual de mortes maternas, chegamos a conclusão de que tão somente 5% das mortes maternas são decorrentes de ‘abortos inseguros’, bem abaixo dos 12,5 ou 25% apresentados pela deputada Jandira Feghali em seu voto pela descriminalização do aborto.
Claro que não ignoramos que a média anual de 83 ‘abortos inseguros’ deva ser tratada como uma grave questão pelo Ministério da Saúde. Mas não é legalizando a prática do aborto que irá se reduzir este número. Muito pelo contrário, conforme os mesmos números do DATASUS vemos que o ‘aborto seguro’ não é tão seguro assim, pois dele decorrem também algumas mortes que certamente aumentariam com a maior demanda por aborto que se seguiria se fosse aprovada tal lei.
Aí se esconde outra inverdade propalada pelos defensores desta prática, a de que a legalização acarretaria numa diminuição da prática do aborto. Recentes dados do governo da Espanha mostram justamente o contrário. Naquele país onde o aborto é liberado, cada vez mais mulheres recorrem a ele (ver boletim n.25).
Para acabar com as mortes em decorrência de abortos ilegais deveria se coibir as tais ‘clínicas clandestinas’ que seguem funcionando, apesar da lei.
Fonte:
Cooperatores Veritatis
Boletim Semanal - n. 48
Porto Alegre, 12 de junho de 2006
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VIDA E PAZ PARA TODOS...
MDV - Movimento em Defesa da Vida - mdv@defesadavida.com.br
Jerson L. F. Garcia - joicejerson@defesadavida.com.br
Porto Alegre - RS - Brasil
1981/2006 - 25 anos em Defesa da Vida
"Defenda a Vida desde a sua concepção" - clique www.defesadavida.com.br
08/OUTUBRO - DIA NACIONAL PELO DIREITO À VIDA
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*** MDV - MOVIMENTO EM DEFESA DA VIDA - www.defesadavida.com.br
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*** Presidente Lula DESISTA de legalizar o Aborto no Brasil
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*** Defenda a vida desde a sua concepção
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sexta-feira, 30 de novembro de 2007
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
sociedade: Em defesa do direito de mudar
Entrevista do Dr. Joseph Nicolosi a ROBERTO MARCHESINI.
fevereiro de 2005.
O médico californiano Joseph Nicolosi é co-fundador e diretor da NARTH - Associação Nacional para Pesquisa e Terapia da Homossexualidade – instituição americana que estuda a homossexualidade, membro da Associação Americana de Psicologia, autor de numerosos livros e artigos científicos e há muitos anos praticante da terapia reparativa da homossexualidade
“Muitos homossexuais que acreditavam não haver outra opção de vida estão casados e com filhos. Os ativistas gay tentam ocultar a existência de pessoas que saíram do homossexualismo”, afirma Nicolosi.
“O homossexualismo não é 'normal', mas o sintoma de alguma desordem.”
Segundo o doutor Nicolosi, ao contrário do que promove o movimento gay, não há provas da existência de causas genéticas. Os problemas afetivos no seio da família estão entre as causas mais comuns. Muitos têm deixado a homossexualidade depois de passar pela associação de Nicolosi.
-Doutor Nicolosi, o que é a homossexualidade?
-A homossexualidade é um sintoma indicativo de necessidades emocionais não satisfeitas desde a infância, especialmente na relação com o progenitor do mesmo sexo. Em outras palavras: o menino que não teve uma ligação afetiva com o pai e a menina que não recebeu o afeto da mãe podem, por isso, desenvolver atração pelo mesmo sexo ou a homossexualidade.
-A homossexualidade é 'normal'? E o que é normal?
-Não considero que a homossexualidade seja normal. Aproximadamente 2% da população é homossexual; portanto, estatisticamente, não é 'normal' no sentido de não ser muito abrangente. Além disso, tampouco é normal em termos do desenho natural. Quando falamos de lei natural e de função do corpo humano, quando observamos a função do corpo humano, a homossexualidade não é normal, mas um sintoma de alguma desordem. A normalidade é aquilo que cumpre uma função conforme o próprio desenho; este é o conceito de lei natural e, neste sentido, a homossexualidade seria anormal porque a anatomia dos homens, os corpos de dois homens ou de duas mulheres, não são compatíveis.
-Quais são as causas da homossexualidade? Existe uma causa genética?
-Como já disse, as causas da homossexualidade se referem à auto-percepção do menino ou da menina na primeira infância. O menino precisa da relação com o pai para desenvolver sua identidade masculina essencial, a menina necessita de uma união ou relação afetiva com sua mãe para desenvolver a feminilidade, é o sentido de gênero que determina a orientação sexual. Em outras palavras, quando um menino se sente seguro de sua masculinidade, sente-se naturalmente atraído por mulheres. O mesmo ocorre com as meninas: quando uma jovem está segura de sua identidade feminina, sente-se naturalmente atraída por meninos. O homossexual é uma pessoa que carece do sentido de gênero e, assim, tenta remediar isso por meio de outras pessoas. Essa tendência se apresenta erotizada, por isso alguns manifestam como sintoma a atração pelo mesmo sexo. Muito se afirma das causas genéticas da homossexualidade, há aproximadamente vinte anos se fala do “gene gay” ou do “cérebro gay” nos Estados Unidos, mas nenhum estudo demonstrou tal fato. Na verdade, os ativistas gay americanos já não falam tanto de bases biológicas ou genéticas, pois nenhum estudo as comprovou. Muito mais evidentes são as causas familiares e ambientais, especialmente aquela que chamamos “relação triádica clássica”, constituída por um pai distante e severo, por uma mãe muito envolvente, controladora e, por vezes, dominadora, e por um menino particularmente sensível, introvertido e refinado que está exposto a um risco maior de se sentir falho na sua identidade sexual. Vemos este esquema continuamente, reconhecemos que em muitas pessoas há uma predisposição particular à homossexualidade, mas é algo distinto de predeterminação ou de uma causa direta, ou seja, um menino pode estar sujeito à homossexualidade no que se refere a sua característica passiva ou delicada, a sua dificuldade em criar vínculos com o pai e a sua sensação de exclusão do mundo masculino, mas é preciso a “relação triádica clássica” para lhe trazer a questão homossexual.
- Qual a diferença entre gay e homossexual?
-É essencial fazer a distinção entre gays e homossexuais, pois os ativistas queriam que acreditássemos que todos os homossexuais são gays. Não cremos nisso, pois a palavra "gay" indica uma identidade sociopolítica. "Homossexual", ao contrário, é simplesmente a descrição de um problema psicológico na orientação sexual. As pessoas que chegam a nossa clínica buscando ajuda têm a questão homossexual, mas recusam o rótulo de "gays". Não querem ser chamados assim porque não se reconhecem com essa identidade sociopolítica, nem com o estilo de vida gay.
-O movimento gay é um movimento pelos direitos humanos?
-De um certo modo é um movimento pelos direitos humanos, ou pelos direitos civis, porque todas as pessoas, não importa qual seja a orientação sexual, têm de desfrutar desses direitos. Porém, isso não significa que a sociedade deva redefinir o matrimônio; uma discussão que vai além do objetivo desta nossa conversa. Acreditamos que muitos ativistas gays têm usado a questão dos direitos civis ou das liberdades civis como uma maneira de oprimir pessoas que estão tentando mudar, pessoas que estão tentando sair da homossexualidade. Há uma população inteira de indivíduos que saíram ou estão saíndo da homossexualidade e isto é uma ameaça aos ativistas gays, que estão tentando suprimir e silenciar este ponto de vista, esta população.
-Os pesquisadores dizem que os homossexuais sofrem muito. A causa deste sofrimento é a homossexualidade ou a resistencia social?
-Cremos que há sofrimento para as pessoas com orientação homossexual porque a cultura gay é minoritária em nossa sociedade e porque os objetivos sociais do movimento gay constituem uma ameaça ao corpo social. Os gays querem redefinir o matrimônio, a natureza da paternidade e a norma social fundamental acerca do gênero e do sexo; por isso, a sociedade resiste à normalização da homossexualidade e à visibilidade dos gays, e reconhecemos que isso seja difícil para as pessoas que assim se identificam. De todo modo, não se fala da desordem intrínseca à condição homossexual. Nós acreditamos que a homossexualidade seja essencialmente desordenada e contrária à verdadeira identidade do indivíduo. Muitos dos sintomas de gays e lésbicas não são causados pela "homofobia" social, mas pela sua própria condição que é contrária a sua verdadeira natureza. Muitos estudos mostram que os homossexuais são mais infelizes, depressivos, predispostos ao suicídio, têm relacionamentos pobres, são incapazes de manter relacionamentos de longo prazo e têm comportamentos prejudiciais e inadequados. Porém, não se pode simplesmente dizer que tudo isso seja fruto da homofobia social. Em parte até o é, mas eu creio que a maioria dos sofrimentos se devam à natureza desordenada da própria homossexualidade, porque se opõe a nossa natureza humana.
-Em que consiste a terapia reparativa?
-É um tipo particular de psicoterapia que se aplica aos indivíduos que querem superar a atração homossexual. Examina as origens e as causas dessa condição, ajudando a pessoa a se compreender, a entender o que se passou em sua infância, a entender os fatos particulares que lhe aconteceram, especialmente nas relações com sua mãe e com seu pai, superando tudo isso. Tenta apoiá-la na criação de novas relações que sejam saudáveis, benéficas e que compensem o vazio emocional deixado em seu desenvolvimento. A terapia reparativa estuda a fundo as técnicas que sejam mais eficazes para reduzir a homossexualidade e desenvolver o potencial heterossexual.
-Quais são as bases teóricas da terapia reparativa?
- Teoricamente, a terapia reparativa começa com a terapia psicodinâmica, isto é, aquela que estuda as forças subconscientes que governam o comportamento das pessoas. Do ponto de vista teórico, acreditamos que as necessidades emocionais não satisfeitas se expressem indiretamente na forma de sintomas, e, nesse caso específico, como atração homossexual. Porém, a homossexualidade não está ligada apenas a sexo, mas à vontade de alcançar satisfação e identificação emocionais por meio do comportamento homossexual que, todavia, não satisfaz e, por essa razão, as pessoas nos procuram. Muitos dos avanços teóricos estão baseados na teoria psicodinâmica clássica. Nós usamos vários conceitos freudianos, pois, como se sabe, Freud pensava que a homossexualidade era uma desordem do desenvolvimento. Ainda que o mesmo Freud fosse um defensor dos direitos dos gays, ele defendia que o tratamento devia estar disponível para aqueles que desejassem mudar, e nós seguimos a mesma linha. Trabalhamos também com a família de origem, ajudando o paciente a entender suas relações com ela e como o lugar ocupado na estrutura familiar o levou ao fracasso na aquisição do próprio gênero.
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“Seus sofrimentos eram devidos a causas emocionais”
A mudança é realmente possível. Cada vez mais conhecemos pessoas que querem prosseguir e dar seu testemunho. Há cinco anos seria muito difícil encontrar um ex- homossexual que quisesse se expor, mas felizmente há homens e mulheres que eram declaradamente gays e lésbicas, que viviam um estilo de vida gay e que agora querem discutir abertamente seu processo de mudança. Hoje, muitos deles estão casados e com filhos, mesmo lhes tendo sido dito que não teriam outra opção senão ser gay e que teriam de aprender a aceitar isso. Essas pessoas foram capazes de ir ao fundo das causas de sua atração pelo mesmo sexo e descobriram que seus sofrimentos se deviam a causas emocionais.
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Em 1973, em uma tumultuada sessão em que o lobby homossexual encerrou três anos de fortíssimas pressões, a Associação Americana de Psiquiatria (APA) retirou a homossexualidade de seu Manual de Desordens Mentais. Apesar das pressões, tal decisão foi aprovada por uma maioria de tão somente 58%.
A medida foi uma vitória para o movimento gay, mas uma derrota tanto para os homossexuais que viam sua condição como uma desordem incompatível com seu sistema de valores e com a vida que desejavam viver, bem como para os profissionais da Psiquiatria que haviam desenvolvido técnicas terapêuticas para a reparação da orientação sexual. Como continuar sanando uma condição que a própria Associação de Psiquiatria deixara de considerar patológica?
Isso levou três renomados especialistas norte-americanos - Joseph Nicolosi, Charles Socarides e Benjamin Kaufman - a fundar, em 1992, a Associação Nacional para Pesquisa e Terapia da Homossexualidade (NARTH), como resposta à crescente ameaça de censura científica.
Apesar da pressão de ativistas gays para que a Associação Americana de Psiquiatria declare antiética qualquer terapia que incentive homossexuais a mudarem a orientação sexual, a NARTH, que já conta com mais de mil membros, tem avançado extraordinariamente em seu objetivo de estabelecer as credenciais acadêmicas de sua atividade.
Os profissionais que fazem parte da NARTH, com um amplo histórico em terapia reparativa, crêem que os pacientes têm direito a tratamento e que a postura censora do movimento gay está ameaçando esse direito.
Atualizado em 20 de abril de 2006.
Fonte: www.narth.com ; Seção: traduções em outros idiomas ( Translations in Other Languages)
Traduzido com autorização da Narth por Lourdes Dias
Texto retirado de: http://www.abraceh.org.br/v2/mostra_pagina/index.php?type=Artigos&id=47
fevereiro de 2005.
O médico californiano Joseph Nicolosi é co-fundador e diretor da NARTH - Associação Nacional para Pesquisa e Terapia da Homossexualidade – instituição americana que estuda a homossexualidade, membro da Associação Americana de Psicologia, autor de numerosos livros e artigos científicos e há muitos anos praticante da terapia reparativa da homossexualidade
“Muitos homossexuais que acreditavam não haver outra opção de vida estão casados e com filhos. Os ativistas gay tentam ocultar a existência de pessoas que saíram do homossexualismo”, afirma Nicolosi.
“O homossexualismo não é 'normal', mas o sintoma de alguma desordem.”
Segundo o doutor Nicolosi, ao contrário do que promove o movimento gay, não há provas da existência de causas genéticas. Os problemas afetivos no seio da família estão entre as causas mais comuns. Muitos têm deixado a homossexualidade depois de passar pela associação de Nicolosi.
-Doutor Nicolosi, o que é a homossexualidade?
-A homossexualidade é um sintoma indicativo de necessidades emocionais não satisfeitas desde a infância, especialmente na relação com o progenitor do mesmo sexo. Em outras palavras: o menino que não teve uma ligação afetiva com o pai e a menina que não recebeu o afeto da mãe podem, por isso, desenvolver atração pelo mesmo sexo ou a homossexualidade.
-A homossexualidade é 'normal'? E o que é normal?
-Não considero que a homossexualidade seja normal. Aproximadamente 2% da população é homossexual; portanto, estatisticamente, não é 'normal' no sentido de não ser muito abrangente. Além disso, tampouco é normal em termos do desenho natural. Quando falamos de lei natural e de função do corpo humano, quando observamos a função do corpo humano, a homossexualidade não é normal, mas um sintoma de alguma desordem. A normalidade é aquilo que cumpre uma função conforme o próprio desenho; este é o conceito de lei natural e, neste sentido, a homossexualidade seria anormal porque a anatomia dos homens, os corpos de dois homens ou de duas mulheres, não são compatíveis.
-Quais são as causas da homossexualidade? Existe uma causa genética?
-Como já disse, as causas da homossexualidade se referem à auto-percepção do menino ou da menina na primeira infância. O menino precisa da relação com o pai para desenvolver sua identidade masculina essencial, a menina necessita de uma união ou relação afetiva com sua mãe para desenvolver a feminilidade, é o sentido de gênero que determina a orientação sexual. Em outras palavras, quando um menino se sente seguro de sua masculinidade, sente-se naturalmente atraído por mulheres. O mesmo ocorre com as meninas: quando uma jovem está segura de sua identidade feminina, sente-se naturalmente atraída por meninos. O homossexual é uma pessoa que carece do sentido de gênero e, assim, tenta remediar isso por meio de outras pessoas. Essa tendência se apresenta erotizada, por isso alguns manifestam como sintoma a atração pelo mesmo sexo. Muito se afirma das causas genéticas da homossexualidade, há aproximadamente vinte anos se fala do “gene gay” ou do “cérebro gay” nos Estados Unidos, mas nenhum estudo demonstrou tal fato. Na verdade, os ativistas gay americanos já não falam tanto de bases biológicas ou genéticas, pois nenhum estudo as comprovou. Muito mais evidentes são as causas familiares e ambientais, especialmente aquela que chamamos “relação triádica clássica”, constituída por um pai distante e severo, por uma mãe muito envolvente, controladora e, por vezes, dominadora, e por um menino particularmente sensível, introvertido e refinado que está exposto a um risco maior de se sentir falho na sua identidade sexual. Vemos este esquema continuamente, reconhecemos que em muitas pessoas há uma predisposição particular à homossexualidade, mas é algo distinto de predeterminação ou de uma causa direta, ou seja, um menino pode estar sujeito à homossexualidade no que se refere a sua característica passiva ou delicada, a sua dificuldade em criar vínculos com o pai e a sua sensação de exclusão do mundo masculino, mas é preciso a “relação triádica clássica” para lhe trazer a questão homossexual.
- Qual a diferença entre gay e homossexual?
-É essencial fazer a distinção entre gays e homossexuais, pois os ativistas queriam que acreditássemos que todos os homossexuais são gays. Não cremos nisso, pois a palavra "gay" indica uma identidade sociopolítica. "Homossexual", ao contrário, é simplesmente a descrição de um problema psicológico na orientação sexual. As pessoas que chegam a nossa clínica buscando ajuda têm a questão homossexual, mas recusam o rótulo de "gays". Não querem ser chamados assim porque não se reconhecem com essa identidade sociopolítica, nem com o estilo de vida gay.
-O movimento gay é um movimento pelos direitos humanos?
-De um certo modo é um movimento pelos direitos humanos, ou pelos direitos civis, porque todas as pessoas, não importa qual seja a orientação sexual, têm de desfrutar desses direitos. Porém, isso não significa que a sociedade deva redefinir o matrimônio; uma discussão que vai além do objetivo desta nossa conversa. Acreditamos que muitos ativistas gays têm usado a questão dos direitos civis ou das liberdades civis como uma maneira de oprimir pessoas que estão tentando mudar, pessoas que estão tentando sair da homossexualidade. Há uma população inteira de indivíduos que saíram ou estão saíndo da homossexualidade e isto é uma ameaça aos ativistas gays, que estão tentando suprimir e silenciar este ponto de vista, esta população.
-Os pesquisadores dizem que os homossexuais sofrem muito. A causa deste sofrimento é a homossexualidade ou a resistencia social?
-Cremos que há sofrimento para as pessoas com orientação homossexual porque a cultura gay é minoritária em nossa sociedade e porque os objetivos sociais do movimento gay constituem uma ameaça ao corpo social. Os gays querem redefinir o matrimônio, a natureza da paternidade e a norma social fundamental acerca do gênero e do sexo; por isso, a sociedade resiste à normalização da homossexualidade e à visibilidade dos gays, e reconhecemos que isso seja difícil para as pessoas que assim se identificam. De todo modo, não se fala da desordem intrínseca à condição homossexual. Nós acreditamos que a homossexualidade seja essencialmente desordenada e contrária à verdadeira identidade do indivíduo. Muitos dos sintomas de gays e lésbicas não são causados pela "homofobia" social, mas pela sua própria condição que é contrária a sua verdadeira natureza. Muitos estudos mostram que os homossexuais são mais infelizes, depressivos, predispostos ao suicídio, têm relacionamentos pobres, são incapazes de manter relacionamentos de longo prazo e têm comportamentos prejudiciais e inadequados. Porém, não se pode simplesmente dizer que tudo isso seja fruto da homofobia social. Em parte até o é, mas eu creio que a maioria dos sofrimentos se devam à natureza desordenada da própria homossexualidade, porque se opõe a nossa natureza humana.
-Em que consiste a terapia reparativa?
-É um tipo particular de psicoterapia que se aplica aos indivíduos que querem superar a atração homossexual. Examina as origens e as causas dessa condição, ajudando a pessoa a se compreender, a entender o que se passou em sua infância, a entender os fatos particulares que lhe aconteceram, especialmente nas relações com sua mãe e com seu pai, superando tudo isso. Tenta apoiá-la na criação de novas relações que sejam saudáveis, benéficas e que compensem o vazio emocional deixado em seu desenvolvimento. A terapia reparativa estuda a fundo as técnicas que sejam mais eficazes para reduzir a homossexualidade e desenvolver o potencial heterossexual.
-Quais são as bases teóricas da terapia reparativa?
- Teoricamente, a terapia reparativa começa com a terapia psicodinâmica, isto é, aquela que estuda as forças subconscientes que governam o comportamento das pessoas. Do ponto de vista teórico, acreditamos que as necessidades emocionais não satisfeitas se expressem indiretamente na forma de sintomas, e, nesse caso específico, como atração homossexual. Porém, a homossexualidade não está ligada apenas a sexo, mas à vontade de alcançar satisfação e identificação emocionais por meio do comportamento homossexual que, todavia, não satisfaz e, por essa razão, as pessoas nos procuram. Muitos dos avanços teóricos estão baseados na teoria psicodinâmica clássica. Nós usamos vários conceitos freudianos, pois, como se sabe, Freud pensava que a homossexualidade era uma desordem do desenvolvimento. Ainda que o mesmo Freud fosse um defensor dos direitos dos gays, ele defendia que o tratamento devia estar disponível para aqueles que desejassem mudar, e nós seguimos a mesma linha. Trabalhamos também com a família de origem, ajudando o paciente a entender suas relações com ela e como o lugar ocupado na estrutura familiar o levou ao fracasso na aquisição do próprio gênero.
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“Seus sofrimentos eram devidos a causas emocionais”
A mudança é realmente possível. Cada vez mais conhecemos pessoas que querem prosseguir e dar seu testemunho. Há cinco anos seria muito difícil encontrar um ex- homossexual que quisesse se expor, mas felizmente há homens e mulheres que eram declaradamente gays e lésbicas, que viviam um estilo de vida gay e que agora querem discutir abertamente seu processo de mudança. Hoje, muitos deles estão casados e com filhos, mesmo lhes tendo sido dito que não teriam outra opção senão ser gay e que teriam de aprender a aceitar isso. Essas pessoas foram capazes de ir ao fundo das causas de sua atração pelo mesmo sexo e descobriram que seus sofrimentos se deviam a causas emocionais.
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Em 1973, em uma tumultuada sessão em que o lobby homossexual encerrou três anos de fortíssimas pressões, a Associação Americana de Psiquiatria (APA) retirou a homossexualidade de seu Manual de Desordens Mentais. Apesar das pressões, tal decisão foi aprovada por uma maioria de tão somente 58%.
A medida foi uma vitória para o movimento gay, mas uma derrota tanto para os homossexuais que viam sua condição como uma desordem incompatível com seu sistema de valores e com a vida que desejavam viver, bem como para os profissionais da Psiquiatria que haviam desenvolvido técnicas terapêuticas para a reparação da orientação sexual. Como continuar sanando uma condição que a própria Associação de Psiquiatria deixara de considerar patológica?
Isso levou três renomados especialistas norte-americanos - Joseph Nicolosi, Charles Socarides e Benjamin Kaufman - a fundar, em 1992, a Associação Nacional para Pesquisa e Terapia da Homossexualidade (NARTH), como resposta à crescente ameaça de censura científica.
Apesar da pressão de ativistas gays para que a Associação Americana de Psiquiatria declare antiética qualquer terapia que incentive homossexuais a mudarem a orientação sexual, a NARTH, que já conta com mais de mil membros, tem avançado extraordinariamente em seu objetivo de estabelecer as credenciais acadêmicas de sua atividade.
Os profissionais que fazem parte da NARTH, com um amplo histórico em terapia reparativa, crêem que os pacientes têm direito a tratamento e que a postura censora do movimento gay está ameaçando esse direito.
Atualizado em 20 de abril de 2006.
Fonte: www.narth.com ; Seção: traduções em outros idiomas ( Translations in Other Languages)
Traduzido com autorização da Narth por Lourdes Dias
Texto retirado de: http://www.abraceh.org.br/v2/mostra_pagina/index.php?type=Artigos&id=47
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